Essav é Edom-Cristianismo, o 4° Exílio
Toledot está mais atual que o jornal do dia!
O convite da Parashá Toledot é claro: com honestidade moral, rever os conceitos e voltar à Torá, ao legado da primogenitura de Yaacov.
A Parashá Toledot fala da gestação, nascimento e adultes de Essav e Yaacov, revelando o momento do vinda do Mashiach. É simplesmente impressionante como já estava tudi registrado na Torá à exatos 3698 anos atrás!!!
Quando Rivka sentia os gêmeos lutarem dentro de seu ventre, diz a Torá, então, disse ela: "Se é assim, por que vivo eu? E consultou a D'us" . Esta luta diz o Talmud (Bereshit Rabbah 63:6) era que Yaacov se agitava como que querendo entrar na casa de estudo de Torá quando sua mãe passava em frente, e quando era em locais de forças contrárias, era Essav que parecia querer entrar. Esta era a luta pela primogenitura, liderança: quem assumira a liderança da familia para dar novo direcionamento segundo sua própria visão, ignorando a D'us ou, seguir no legado de Avraham e Yitschak, cumprindo o plano de redenção arquitetado por Ha'Shem.
Quem venceu a luta? Yaakov, cuja alma buscava se aproximar da luz da Torá ou Essav que buscava a força do corpo, da materialidade, do prazer!
Na corrida para o nascimento parece que Essav venceu, pois nasceu primeiro e recebeu a primogenitura física. Contudo, no plano espiritual, Yaakov venceu, porque a primogenitura foi transferida a ele, e sua descendência que se tornaram portadoras da aliança.
Essav não se dá por vencido, desonestamente tenta anular a bênção que Yitzchak deu à Yaakov, alegando que Yaakov o enganou com o prato de lentilha. Mas ele mesmo cai na armadilha do engano que queria causar em seu pai, pois disse duas vezes ele me (עָקַב aqab) pegar pelo calcanhar, no encalço. E seu pai compreende que houve concretização da bênção e certeza da venda da primogenitura de Essav pata Yaakov, pois nos dois casos (venda da primogenitura e Bênção) as partes envolvidas todos consistiram com os termos e depois comeram da comida que selava o acordo, como era lei à época.
Atenção preste atenção aqui!! A luta que começou no ventre agravou, como Essav não conseguiu destruir a primogenitura enganando seu pai dizendo e chorando amargamente pela bênção da primogenitura, resolve matar a Yaakov, pois ele era solteiro e morto a primogenitura seria sua. Aqui está o padrão que se repetiria em 3 , dos 4 exilios que os DESCENDENTESDE YAACOV enfrentarão, e que, depois, no 4° exílio, o de Edom que é Essav, usar todas as estratégias para acabar com a legitimidade do legado e função da primogenitura ou aniquilar pela morte todos os descendentes, para que não apareça o Mashiach, que é o último passo para a redenção de todas as coisas.
Essav é edom e edom é o cristianismo
A primogenitura (Bechorá, בְּכוֹרָה) ns Torá respeitada como mitzvot (mandamentos) no judaísmo, é um conceito com implicações espirituais, de conexão com os céus e com repercussões sociais (herança).
A tradição judaica entende que, desde o Adam e Havá, havia uma santidade inerente ao primogênito (o que explica que todas as nações daquelaepoca tinham tratamento semelhante para primogênito e herança. Isto deriva do princípio de Behor LaShem (o primogênito pertence a D'us). A décima praga, no Egito, evidência que Deus poupou os primogênitos de Israel, declarando: "Consagre-me todo primogênito; todo que abre a madre entre os filhos de Israel, tanto de homem como de animal, é meu" (Êxodo 13:2). Os comentaristas explicam que esta consagração era uma retificação (Tikkun) de um status espiritual que já existia, mas que havia se corrompido pelas descendência desde Adam e Havá. 1
O conceito da primogenitude (Primeiridade, Reishit) como "intermediário", quem tem a função de aproximar a família de Ha'Shem, está ligado a princípios espirituais. O Reishit (o início) do homem ou animal é o primeiro fruto da força vital do pai e do útero da mãe. Ele carrega, em potencial, a energia espiritual máxima para liderar a família em direção a D'us. Lembre-se que a alma que desce para o era o olam hazê (este mundo), é escolhida por D'us. Pense nisto!!
Cada primogenito em todas as familias como canal natural de bênção e serviço para a sua casa paterna (Beit Av). Assim, ele era representante da família perante D'us. Este fundamento espiritual era desprezado por Essav que se contentava em parecer espiritual para seu pai, perguntando sobre questões profundas como dar dizimo de coisas de difícil identificação ou de dar honra extrema aos pais, como um tzadik, mas na verdade vivia sua vida desprezando a herança espiritual e negando a Torá (anomia).
Por outro lado, a história de Yaacov e Essav mostra que esse encargo (primogenitura) não era um direito automático, mas uma função sagrada que exigia um coração dedicado e a deliberação de alma em ser e fazer conscientemente de se submeter à instrução (Torá) de Ha'Shem. Essav, ao desprezar, mostrou-se indigno do korban(imolação), do ato de aproximar sua família de D’us. Consolidou-se assim, s.m.jm, um princípio eterno no judaísmo: a autoridade espiritual é conferida pelo mérito, não apenas pelo nascimento.
Em resumo, a venda da primogenitura de a posterior bênção de Yitzchak, muda o curso da história espiritual e transferêe a primogenitura de Essav de forma legal e espiritualmente válida, porque ele demonstrou ser moral e espiritualmente indigno dela. Ha'Shem, que conhece os corações, já havia dito a Rivka que "o mais velho serviria ao mais novo" (Bereshit 25:23). A transação foi a materialização no mundo físico de uma realidade espiritual já decretada por D'us.
Por que Esav/Edom/Roma é o o 4° exílio?
A luta pela primogenitura continua com as mesmas armas de Essav: ou sequestro seu legado ou te mato. Ache que estou exagerando?!! Veja:
No cabalat shabat perguntei a minha audiência que era composta por ex-cristãos, quantos são os exílios? Percebi que ficaram perdidos, mas por que? Certamente pela cortina de fumaça da teologia cristã que ainda está por ali escondida em suas cabeças.
Para que fixar de forma definitiva o conceito para eles disse que os exilios estão descritos na estátua de rei da Babilônia Nevuchadnetzar (Nabucodonossor): cabeça de ouro peito se prata, ventre de bronze e pernas de ferro, drscrito em Daniel 2 e 7. descreve os impérios que representam 4 feras (impérios) que oprimiriam o povo judeu: Babilônia (leão), Pérsia-Medos (urso), Grécia (leopardo) e Roma (a quarta fera, terrível e espantosa). Roma é a última e a mais poderosa. A tradição talmúdica uniformemente identifica Esav/Edom/Roma como esta quarta e última força exilática.
Por que Esav/Edom/Roma - cristianismo é a pior dos quatro exílios?
Veja que na visão dos 4 exílios há uma estratégia e eficácia para a destruição fisica do centro de conexão de Ha'Shem -Israel - humanidade, com a destruição do templo e depois a destruição física do povo de Israel, como povo escolhido, primogenitura, instrumento de D’us para redenção da humanidade. Porém desde o primeiro exílio, há uma evolução do "aperto" espiritual sobre Israel. Uso a palavra aperto pois em hebraico tzsr (צ־ר ) significa estreito, apertado, opressivo, de onde origina a palavra Mitzraim que é o nome hebraico para o Egito ou “terra da opressão”.
Para nao delongar vou traçar uma linha do tempo mostrando a potencialização progressiva a opressão. Veja:
1° Exílio- BABILÔNIA
Destruição física do Templo, local em que D'us escolheu para exercício de sua misericórdia para perdão de pecados de Israel e das70 nações (em Shavuot); exílio exílio físico para local determinado, perda da soberania nacional; sem nenhuma ação espiritual, para afetar a essência espiritual. Objetivo era "esqueceremos Jerusalém" (Salmos 137). Nesse período os kohanim perderam relevância, com gente de todas as tribos passando a ensinar a Torá com a criacao inédita da Beit hakinesset casa de estudos ( sinagogas). A Torá passou a ser estudada e a sinagoga passou o centro da vida comunitária e judicial interna do povo judeu, preervando a identidade judaica no exílio, mantendo sua essência espiritual intacta, razão pela qual voltaram em 70 anos.
2° Exílio- PÉRSIA (מדי) madai
Não havia Templo, mas as Sinagogas eram o elo de treinamento e consciência entre o Templo com todas as mitzvot que deixaram de praticar. Assim, restava atacar por dentro, a assimilação pelo prazer e confusão espiritual. Oferece-se ao povo a integração social, viver e comercializar como persa. Contruir riqueza, poder político (Ester), vida confortável com o sistema de satrapias estradas e cidades bem estruturadas que deixava as de Israel, como povoados subdesenvolvidos. Assim, buscada atuar sobre IDENTIDADE JUDAICA, mudando-se os referenciais e visaos de mundo com o zoroastrismo e através do conforto material e relativa possibilidade de continuarem com judaísmo, na ideia "sejam judeus em casa, persas na rua". O tempo passou e traiçoeiramemte um édito de morte, e o milagre acontece com Purim e a reafirmação da identidade judaica.
O 3° Exílio o da GRÉCIA
Havia templo, sinagogas, eacolas rabinicas e todos eatavam exiladosbem sua própria terra!! A aasimilação era refinada, pela razão, filosofia, arte, refinamento, beleza, inclusão e superação para criação de uma civilização mais cultabe elevada!
O povo judeu foi seduzido pela filosofia, estética em fim ideia de progresso. ATAQUE DIRETO À EXPERIÊNCIACOM D’US (EMUNÁ), através da razão autônoma: "O que não compreendo não pode ser verdade", Buscaram solapar alma pelas ideias, procurando reescrever o intelecto judaico, refundar e redefinir fundamentos, para assimilação e posterior perda da identidade. A inclusão de D’us de Israel ao panteão dos deuses, o sincretismo ecumenico da utilização do templo para Zeus, Profanação do Templo. Essa ação inclusiva pela não destruição, mas ressignificação. A resposta judaica foi o improvável um gruoelho de sacerdotes venceram o maor e mais poderoso exército sa terra: Chanucá. O milagre acima da natureza é da filosofia, a EMUNÁ que não compreenderam era a verdade!!
4° Exílio - EDOM/ROMA. ESSAV potencializou todas as anteriores possibilidades de destruição do templo e depois a destruição física do povo de Israel, como povo escolhido, primogenitura, instrumento de D’us para redenção da humanidade.
Inicialmente fez como Grécia, com o Templo de pé mas corrupção religiosa e limitações com uma fé vigiada e legalizada. Mistura de acao adminiatrativa judaico-romana. Ao término a armadilha e golpe de Essav para apropriação da primogenitura e do legado de Avraham:
Destruição do Templo
Aniquilação de todos os Kohen, sabios, bibliotecas e rolos de Torá.
Exiliaram todos os judeus pelo mundo
MUDARAM o nome de Israel para apagar sua memória, nomeando a região como Palestina e Jerusalém como Aelia Captulina
Depois, Essav sequestrou a primogenitura criando uma religião dizendo-se ser o Novo Israel de D'us; Sequestrou, ainda a Tanach (Torá, Escritos e profetas) e criaram a Bíblia com uma tradução que lhe era favorável para justificar e legitimar essa nova fé com base nos escritos judaicos, como se fosse uma fase profeticamente prevista;
Como os gregos, proibiu a circuncisão, alterou as festas de D’us e suas datas (moedim), anulou as mitzvot (mandamentos), revogou a lei (Torá) dizendo que ela estava cravada na cruz e que toda a tradição judaica, dada por D'us, eram sombra das coisas que viriam.
Ao longo do tempo esse sistema de Essav criou outro centro, Roma, elegeu um novo sistema religioso controlador e tirano, sendo complacente com os pogroms, inquisições, holocausto e por último 7 de outubro.
Maharal de Praga coloca a questão de Esav/Edom/Roma como a "máscara" da moralidade e religião. Ele se refere com muito cuidado ao dizer que o cristianismo prega amor, paz e redenção – conceitos que são, em sua origem, judaicos – mas os utiliza para fins que, na visão judaica, podem desviar o mundo do monoteísmo puro e da observância da Torá. Eu digo que desviou, na medida em que o Deus Filho
Proclama-se como Deus, com autoridade suprema, buscando adoração, sendo mais bondoso, misericorsioso que o Deus do Velho Testamento que é legalista, reivindicando para si prerrogativas de Deus.
Como Grécia que profanou o templo, ocupa o espaço do culto — “assenta-se no santuário” — para substituir Deus por si mesmo.
A circuncisão foi revogada, mesmo o profeta Ezequiel dizendo que, no futuro reino do Mashiach, não entrará no templo incircunciso de coração e na carne!
Rejeita o judeu Yeshua, que disse que não veio, senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel, substituindo por um personagem inexistente, Jesus Cristo, que é romano, com vestes e cultura romana, negando o judaísmo, as tradições judaicas e a interpretação da Torá, sendo estes uns dos principais pilares da fé cristã.
Jesus Cristo, os santos e anualmente, pastores, bispos, apostolos etc : Promovem sinais, milagres e narrativas e falsas certezas para seduzir e desviar, priorizando aparência sobre verdade. Pois diz Yohanan aquele que me ama "guarda os mandamentos de D’us, e eles nao são penosos" 1Jo 5.1 Além do testemunho de Shaul que diz próximo a morte, depois de 25 anos de trabalho na aproximações de gentios ao judaísmo: sou fariseus, guardo as tradições dos nossos pais. E os judaísmo que reconheciam Yeshua como o Mashiach, mantinham-se no judaísmo zelosos da lei:
Atos 21:20 “E, ouvindo-o, glorificaram a Deus e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei
Essav, o cristianismo, ao revogar Torá, mitzvot e festas, afasta o povo do caminho que D'us arquitetou para a redenção da humanidade. O efeito disto é grave porque substitui o plano divino por um projeto humano. Assim, onde está a honestidade moral que exige reconhecer a redenção no legado de Yaacov, em que não há ruptura com a Torá?
Outros efeitos dessa conexão com Esav/Edom/Roma - cristianismo é perda da identidade espiritual, assimilação, desconexão da aliança e desvio da redenção, que se afastar-se do plano Ha'Shem. O convite da Parashá Toledot é claro: com honestidade moral, rever os conceitos e voltar à Torá, ao legado da primogenitura de Yaacov.
BH!!!
1 O Ramban é direto nesse sentido. Ele afirma que os primogênitos, por serem os "início da força" do homem e do animal, sempre tiveram uma "santidade inerente" (Kedushah Metzuyah Bah) que os destinava ao serviço de Deus. A ordem nono Êxodo foi "para que sejam sagrados para Ele, como era apropriado desde o início." E Rashi, citando o Mechilta (Midrash Halachá), explica que a consagração é "por causa do milagre que Eu fiz com os primogênitos [no Egito]". Isto implica que o milagre reativou um status que justificava a salvação, ou seja, um status espiritual latente


Comentários
Postar um comentário