Sacrifícios dos Nossos Lábios: HAFTARÁ DE VAYETZE
A Amidá ou shemoné Esrei é um conjunto de 18 orações que foram elaboradas a partir do profeta Esdras, e, com a impossibilidade de apresentar os korbanot (animais para imolação) no templo passou, a Amidá, a ser o "sacrifício dos nossos lábios".
A Amidá é a oração central no judaísmo, e se uma pessoa não tem comunidade ou se uma comunidade não tiver rabino, por exemplo, se reune para rezar juntos a Amidá!!!
A destruição do Segundo Templo em 70 dC marcou a história de vida judaica, exigindo uma "reinvenção" das práticas diarias pessoaise comunitárias. A Amidá, emergiu do vazio deixado do serviço dos korbanot (animais para imolação) pela falta do templo.
E como se faria para apresentar os animais para expiação das transgressões que D’us deu por certo para perdoar? Todos os dias milhares se reuniam na ora terceira e nona para fazer a Amidá (serviço de adoração) e participar do serviço com os levitas, Kohanimn.
A solução com inspiração na Torá e Profetas veio com o entendimento que cada alma, como um mishkan (templo) movel, como o era no deserto, poderia fazer sua conexão com D'us. Isto encontram eco nas palavras do profeta Amós, que antecipou a necessidade de uma nova forma de serviço após a queda de Jerusalém.
Veja, em Amós (2:12) há um convite para uma profunda reflexão sobre a natureza do do serviço a D'us:
"Tende convosco palavras de arrependimento e converti-vos ao ETERNO; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.
Essa passagem antecipa a necessidade de uma mudança no modo de estímulo, enfatizando a importância da palavra e da oração em detrimento dos sacrifícios animais. Lembre-se que o profeta Amós viveu antes do exílio babilônico (por volta de 750 a.C.), durante o reinado de Jeroboão II, rei de Israel do Norte, antes da destruição do Primeiro Templo, qua do aí da não existia a Amidá!!!
Com a destruição do Segundo Templo, os korbanot, que eram o centro das atividades no Templo, deixaram de se realizar. Assim, a Amidá, com suas dezoito bênçãos (brachot), surgiu como a alternativa a nossa necessidade para que cada alma (templo movel) pudesse se conectar com Ha-Shem.
Com a Amidá, encontramos uma forma de oferecer "sacrifícios dos nossos lábios", como proposto por Amós.
O Talmud, no tratado Berachot 33a, ensina a fazer o serviço:
Rav Yehuda disse: Há uma distinção adicional entre as várias seções da oração Amida: Nunca se deve pedir suas próprias necessidades nas três primeiras ou nas três últimas bênçãos; em vez disso, ele deve fazê-lo nas bênçãos do meio. Como disse o Rabino Ḥanina : Durante as três primeiras bênçãos, ele é como um servo que organiza louvores diante de seu mestre; durante as bênçãos do meio , ele é como um servo que solicita uma recompensa de seu mestre durante as três bênçãos finais , alguém é como um servo que já recebeu uma recompensa de seu mestre e está se despedindo e partindo.
Portanto, sinta-se desafiado a fazer esse serviço pessoal de adoração a D'us. Clique aqui e baixe os serviços da hora terceira (shacharit) e da hora nona mincha.
BH!!


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